E se os sistemas de IA não fossem chatbots?
What if AI systems weren't chatbots?
May 8, 2026
Autores: Sourojit Ghosh, Pranav Narayanan Venkit, Sanjana Gautam, Avijit Ghosh
cs.AI
Resumo
A rápida convergência da inteligência artificial (IA) para interfaces de chatbots conversacionais marca um momento crítico para a indústria. Este artigo argumenta que o paradigma do chatbot não é uma escolha de interface neutra, mas uma configuração sociotécnica dominante cuja adoção generalizada remodela sistemas sociais, econômicos, legais e ambientais. Examinamos como o tratamento da IA principalmente como assistentes conversacionais apresenta desvantagens estruturais significativas. Demonstramos como sistemas baseados em chatbots frequentemente falham em atender adequadamente às necessidades dos usuários, especialmente em contextos complexos ou de alto risco, ao mesmo tempo que projetam confiança e autoridade. Analisamos ainda como a normalização da interação mediada por chatbots altera padrões de trabalho, aprendizagem e tomada de decisão, contribuindo para a perda de habilidades, homogeneização do conhecimento e mudanças nas expectativas de especialização. Por fim, examinamos efeitos societais mais amplos, incluindo deslocamento de mão de obra, concentração de poder econômico e aumento de custos ambientais impulsionados por investimentos contínuos em infraestruturas de chatbots em larga escala. Embora reconheçamos benefícios legítimos, argumentamos que a trajetória atual do desenvolvimento de IA reflete escolhas de valores específicas que priorizam a generalidade conversacional em detrimento da especificidade de domínio, responsabilidade e sustentabilidade social a longo prazo. Concluímos delineando direções alternativas para o desenvolvimento e governança da IA que vão além dos chatbots universais, enfatizando designs de sistema pluralísticos, ferramentas específicas para tarefas e salvaguardas institucionais para mitigar danos sociais e econômicos.
English
The rapid convergence of artificial intelligence (AI) toward conversational chatbot interfaces marks a critical moment for the industry. This paper argues that the chatbot paradigm is not a neutral interface choice, but a dominant sociotechnical configuration whose widespread adoption reshapes social, economic, legal, and environmental systems. We examine how treating AI primarily as conversational assistants has extensive structural downsides. We show how chatbot-based systems often fail to adequately meet user needs, particularly in complex or high-stakes contexts, while projecting confidence and authority. We further analyze how the normalization of chatbot-mediated interaction alters patterns of work, learning, and decision-making, contributing to deskilling, homogenization of knowledge, and shifting expectations of expertise. Finally, we examine broader societal effects, including labor displacement, concentration of economic power, and increased environmental costs driven by sustained investment in large-scale chatbot infrastructures. While acknowledging legitimate benefits, we argue that the current trajectory of AI development reflects specific value choices that prioritize conversational generality over domain specificity, accountability, and long-term social sustainability. We conclude by outlining alternative directions for AI development and governance that move beyond one-size-fits-all chatbots, emphasizing pluralistic system design, task-specific tools, and institutional safeguards to mitigate social and economic harm.